Final político em Duas Caras

Personagem Evilásio servirá para criticar LulaA novela de Aguinaldo Silva já é marcada desde o começo por polêmicas e pela presença da política, que fica evidente agora na disputa de Evilásio, personagem de Lázaro Ramos e Juvenal, o líder comunitário e bandido interpretado por Antônio Fagundes.

Como toda novela das oito da Globo, ela toca em temas polêmicos, que nem são assim tão polêmicos. Logo no começo, houve o namoro entre o personagem Evilásio, pobre e preto, e Júlia, a riquinha branca interpretada por Débora Fallabela. Até aí, nada de novo. Não sei porque esses autores ainda acham sensacional explorar esses assuntos como o homossexualismo e o racismo. Parece que eles fazem mais o favor de manter o preconceito do que de combatê-lo, como eu acho que eles desejam.

Ok. Agora, para o gran-finale, Aguinaldo resolveu mostrar seu lado político pessoal. Em entrevista à Folha, revelou que Lázaro será eleito vereador, e deu uma clara alfinetada em Lula, sem mencionar nomes: “Esse é o destino de todo político bem intencionado, não é? Cair no populismo,virar demagogo, renegar as próprias idéias, e se aliar ao que existe de pior na política na ânsia de garantir a própria sobrevivência. Estou lembrando alguém com minhas palavras?… Evilásio vai ser eleito vereador – não vou dizer como é que ele vai conseguir isso, já que o Juvenal é favorito – e terá que rebolar muito pra não se tornar um político igual aos outros.”

Até aí, ok. Alfinetar o presidente é coisa comum… mas o que foi realmente surpreendente foi o que ele disse em seguida, sobre o final de Gioconda, fazendo uma grande promoção ao fracassado movimento político “Cansei”, que chegou a virar piada. Ela será consagrada no final da novela ao liderar um movimento chamado “Chega!”, que dará voz à classe média. Isso foi péssimo. Além disso, criticou Dilma, lógico.

“Gioconda vai fundar um movimento social intitulado “Chega!”, destinado a canalizar a revolta da classe média contra “tudo que está errado neste país”. E vai se tornar uma líder, com grande responsabilidade política. Talvez seja até lançada como candidata à Presidência por um pequeno partido, concorrendo assim com a ministra Dilma! Agora me diz: em qual das duas você votaria, na Dilma ou na Marília Pêra?… Eu, por exemplo, não tenho dúvidas, é Marília na cabeça.”

Criticar é sempre bom, mas fazer propaganda barata do movimento de amigos e apoiar algo dessa maneira num instrumento de manipulação de massa tão poderoso quanto uma novela da Globo, é sacanagem.

abril 16, 2008 at 9:34 am 3 comentários

Kalichszteim

Eu sei que o tema é batido. O carnaval já passou, o carro já saiu da avenida e eu nem sei como foi o desfecho do caso, mas fato é que era óbvio que os judeus conseguiriam vetar o carro do Holocausto. Vocês viram o nome da juíza que decidiu o caso?

Juliana Kalichszteim

Bom, de uma forma ou de outra, essa polêmica era ridícula. O carnaval mostra o massacre dos índios desde que foi inventado e o dos judeus não pode, não.

fevereiro 7, 2008 at 1:11 pm Deixe um comentário

Pequenos vícios

Todos sustentamos pequenos vícios para viver mais facilmente. O futebol de quarta-feira é um vício, encontrar o namorado é um vício, a novelinha de todos os dias é um vício. Fumar é um vício. Beber é um vício. Cheirar cocaína é um vício. Matar, também pode ser.

Alexander Pichushkin, o “maníaco do parque” russo, também conhecido como “assassino do tabuleiro de xadrez”, era um funcionário de supermercado regular. Como todos nós, também precisava de pequenos prazeres para tornar sua vida mais fácil, como beber uma vodca, por exemplo.

Em um belo dia, durante uma conversa com seu amigo, surgiu um assunto peculiar, talvez entre um cigarro e outro, uma vodca e outra: matar. Como seria matar alguém? Qual seria a sensação? Vamos ver como é? O amigo negou. Não havia saída. Para matar a curiosidade, Alexander matou o amigo. Foi uma sensação única, “como o primeiro amor, inesquecível” disse o russo. Desde então, foram mais de 50 mortes, todas intensamente prazerosas.

Pichushkin provou, assim, que os vícios realmente têm o poder de destruir vidas.

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Para ler mais sobre o assassino do xadrez, clique aqui.

Seguinte: saiu uma resenha minha sobre o festival Planeta Terra no site Rock de Índio. Vai lá dar uma conferida no material 😉

novembro 14, 2007 at 6:44 am 7 comentários

Ato em frente à Globo

Desculpem-me pela falta de atualização. Essa semana vou postar um texto meu que demorei tanto pra postar que já está desatualizado, mas, enquanto o texto não vem…

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Como a maioria de meus visitantes vêm aqui por causa de meus textos sobre o golpes da mída, acho que é de interesse de todos esse protesto em frente à Globo aqui em SP, na Av. Roberto Marinho (vê se pode esse nome). Não sei se irei, pois sempre perco os eventos que quero ir (minha memória não é das melhores) mas a vontade é de ir!

Se a Globo, Folha, Estado, etc, não derem nada, é quase certeza que a Record vai passar durante semanas a notícia 😉

Vamos ver se conseguimos assustar os gigantes!

novembro 5, 2007 at 12:50 pm 2 comentários

O caso do mensalão mineiro

Acho que esse é uma das provas mais fortes do partidarismo midiático.

Lembro-me de que quando estourou o mensalão do PT, todo mundo fazia um estardalhaço, como se ninguém suspeitasse de uma coisa dessas. Em uma edição do Jornal Nacional, que citava as pessoas suspeitas de envolvimento no escândalo, sempre que mencionavam alguém do PT, faziam um efeito especial dramático com uma estrelinha vermelha na foto. Quando vi, achei ridículo. Não sabia se ria da breguice da Globo ou chorava pelo efeito que aquilo causaria na sociedade.

Agora que o mensalão estourou pro lado do PSDB, ouvi falar aqui e ali, li algumas matérias que não continham toda aquela emoção de quando acontece com o PT, e não passou disso.

Quando procurei por “mensalão tucano“, só encontrei algumas matérias chochas e uns blogs criticando o caso, como este meu blog.

Quando procurei por “mensalão mineiro“, só deu jornal.

Por que a mídia não rotulou de “mensalão tucano”, como de praxe? Que eufemismo é esse?

É nessas que você vê que o que escrevo aqui, o que escrevem no Sivuca, ou então o MSM – Movimento dos Sem Mídia – do Eduardo Guimarães não é puro fanatismo. Nós não estamos loucos, qurendo encontrar uma saída porque o PT é corrupto e não queremos enxergar, como nos acusam tantas vezes. Aliás, não somos nem petistas. Apenas abrimos os olhos diante dessa cortina de fumaça que a mídia faz e queremos denunciar.

outubro 3, 2007 at 11:17 am 4 comentários

Dorian Gray

Quando você passa a escrever muito, ler muito, escutar muita música, enfim, viver pela arte, começa a querer que sua vida seja uma obra de arte, tal qual Dorian Gray. Alguma coisa muda em você. Os pensamentos ficam mais profundos e as falas, mais literárias. Com uma frase, você consegue expressar várias coisas e acertar o fígado de alguém. Não é mais aquela pessoa prolixa e rasa. Vira misteriosa, criteriosa… e, também, entediada.

setembro 28, 2007 at 12:59 pm 6 comentários

O melhor do Brasil é o brasileiro

Samba, caipirinha, futebol, carnaval. São várias as idéias positivas disseminadas sobre o Brasil no exterior. Para os gringos, o Brasil é um paraíso. Desde sempre, ouvimos boatos sobre a hospitalidade brasileira, as mulheres maravilhosas, a alegria do povo e as belezas naturais do país. Acontece que, ao olhar mais de perto para o país do “jeitinho”, vemos que as coisas não são bem assim.

A idéia de que o Brasil só não é uma maravilha maior que seu povo é totalmente errada. Não passa de um slogan para fazer com que o turismo melhore. Acreditar nisso é a mesma coisa que acreditar que todo mexicano é preguiçoso e todo francês, antipático. São rótulos que simplificam as características de um povo para depois classificá-lo. Quem nunca ouviu o slogan do governo atual, que alega que o melhor do Brasil é o brasileiro? Ou então, aquela música do Raul, também usada nas propagandas federais, que diz que o brasileiro não desiste nunca?

Acontece que o brasileiro aceita esses rótulos porque tem baixa auto-estima. Apesar de o brasileiro saber que não vive bem, que seus governantes são corruptos, que o país poderia estar melhor, não faz nada a respeito, além de piadas. A verdadeira serventia dos mitos sobre a população brasileira é fortalecer a característica subserviente deste povo, que agüenta todas as dificuldades e ainda ri delas. Aproveitando mais um mito, o Brasil é, e sempre foi, o país do futuro. Mas até quando?

setembro 25, 2007 at 11:00 am 8 comentários

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