A blogagem coletiva contra o jornalismo partidário

maio 29, 2008 at 12:16 pm 1 comentário

Descontentes com o jornalismo atual, que é fortemente partidário, vários blogueiros abriram sites sobre política. Alguns jornalistas, como o Azenha e o Paulo Henrique Amorim, enriqueceram esta batalha, montando sites denuncistas, que contavam, a partir da experiência destes grandes jornalistas, como a mídia manipulava as matérias.

O Conversa Afiada, de PHA, que era hospedado no IG, incomodou e foi tirado do ar sem maiores explicações. Agora, o jornalista criou um endereço próprio, onde escreve o que deseja.

Já Azenha, foi mais longe. Além do portal Viomundo, criou o coletivo Sivuca, que reúne sites sobre política. Basta escrever um e-mail para o jornalista manifestando sua vontade de integrar o portal, que ele é incluso.

O Sivuca gerou outro filho: o MSM, Movimento dos Sem Mídia, criado por Eduardo Guimarães, que evoluiu para uma ONG, formada por cidadãos, que visa supervisionar os abusos midiáticos. Eles organizaram manifestos em frente à Abril, à Globo e à Folha, clamando por uma mídia que representasse suas opiniões e por um jornalismo imparcial e não-manipulador.

Conversei com Eduardo sobre o MSM e sobre o que ele espera antigir com o movimento.

Quando surgiu a idéia de criar o MSM?

Surgiu quando a mídia começou a pressionar o Senado e a Folha publicou a conversa do ministro do STF Ricardo Lewandovsky dizendo que votou [no caso do mensalão] com a faca no pescoço. Achei que aí a mídia tinha ido longe demais. Convoquei meus leitores para tomarem uma atitude e eles aderiram.

Você não tem medo que o MSM não vingue?

Eu tenho medo é de não tomar atitudes. Pior do que ser derrotado é ter medo de lutar.

Que futuro você prevê para o movimento?

Um futuro de luta, de dificuldades, mas um futuro necessário.

Com blogs como o Vi o Mundo, a rede Sivuca e o Conversa Afiada, você acredita que o MSM é realmente necessário? Não acha que as coisas estão tomando um rumo que vai levar à mudança da mídia com ou sem o movimento?

Quem acha que lutar por meio de sites e emails funciona, pirou. A mídia dá risada disso. Luta é na rua. Blogs, emails e sites só servem para mobilizar, não para lutar. E o problema deste país é justamente as pessoas acharem que não é preciso fazer nada porque tudo se resolve sozinho.

Um movimento como o MSM é revolucionário. Ao longo da história, atitudes como essa foram tomadas pelos jovens, em especial os universitários. Acredito que você seja da geração de 60, que era revolucionária. O que pensa da juventude de hoje? Acredita que ela é reacionária? A mídia é responsável por essa nova mentalidade jovem?

A juventude de hoje não tem ideais, é exclusivista. A culpa é da mídia e da minha geração, que quis superproteger os filhos e criou uma geração de acomodados e egoístas, salvo as honrosas (e poucas) exceções.

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Entry filed under: mídia, política.

O bloglog e o jornalismo de celebridades Kassab x Marta: mais uma vez o partidarismo disfarçado

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