O melhor do Brasil é o brasileiro

setembro 25, 2007 at 11:00 am 8 comentários

Samba, caipirinha, futebol, carnaval. São várias as idéias positivas disseminadas sobre o Brasil no exterior. Para os gringos, o Brasil é um paraíso. Desde sempre, ouvimos boatos sobre a hospitalidade brasileira, as mulheres maravilhosas, a alegria do povo e as belezas naturais do país. Acontece que, ao olhar mais de perto para o país do “jeitinho”, vemos que as coisas não são bem assim.

A idéia de que o Brasil só não é uma maravilha maior que seu povo é totalmente errada. Não passa de um slogan para fazer com que o turismo melhore. Acreditar nisso é a mesma coisa que acreditar que todo mexicano é preguiçoso e todo francês, antipático. São rótulos que simplificam as características de um povo para depois classificá-lo. Quem nunca ouviu o slogan do governo atual, que alega que o melhor do Brasil é o brasileiro? Ou então, aquela música do Raul, também usada nas propagandas federais, que diz que o brasileiro não desiste nunca?

Acontece que o brasileiro aceita esses rótulos porque tem baixa auto-estima. Apesar de o brasileiro saber que não vive bem, que seus governantes são corruptos, que o país poderia estar melhor, não faz nada a respeito, além de piadas. A verdadeira serventia dos mitos sobre a população brasileira é fortalecer a característica subserviente deste povo, que agüenta todas as dificuldades e ainda ri delas. Aproveitando mais um mito, o Brasil é, e sempre foi, o país do futuro. Mas até quando?

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Uma nova forma de se comunicar Dorian Gray

8 Comentários Add your own

  • 1. Régis Marques  |  setembro 25, 2007 às 5:52 pm

    Sobre o FRASESDEIMPACTO, está longe de morrer… aliás, mais forte do que nunca, só abaixo do que quando estou em férias da faculdade.

    Sobre seu texto, sim, o Brasil é o país do futuro! Essa afirmação é completamente verdadeira… No entanto, quando é que o futuro chegará?

    Futuro é algo que, quando torna-se presente, perde toda a força de sonho que tinha… Então, nunca chega! Porque a graça do futuro é a magia que o envolve, o mundo de sonhos que sempre está por vir…

    E dentro deste mundo de sonhos, está o Brasil dos sonhos… tbm, sempre por vir!

    A idéia de país do futuro é como se deixássemos nas mãos de Deus, afinal, se é do futuro, que a geração futura tome as rédeas e faça melhorar. E as gerações presentes podem deixar o barco seguir de acordo com a correnteza, como se o que está vigente fosse fruto de um passao distante e responsabilidade de um futuro igualmente longínquo.

    Aos sonhadores, só cabe sentar e apreciar o Brasil do presente… que o agir fique para os outros!

    Responder
  • 2. don quixote de la prensa  |  setembro 25, 2007 às 11:18 pm

    Acho que somos não um país, mas um mundo em construção. Nem chegamos perto do sonho da civilização fraterna. Parece que vamos destruir o planeta muito antes disso.

    Responder
  • 3. Caloã  |  setembro 27, 2007 às 4:04 am

    Eu acho vc muito pessimista! Eu acho o povo brasileiro alegra, simpático, as mulheres lindas, etc, etc, etc…

    Com relação a não desistir nunca(musica do Raul), acho que isto se deve justamente às dificuldades encontradas.

    A corrupção está no sangue, na cultura. Para mudar isto, só descobrindo de novo. Eu tenho 25 anos e acho q não vou viver o suficiente para ver essa pouca vergonha acabar. Mas sabe duma coisa, eu vivo a minha vida e sempre faço de tudo para melhorar pelo menos o meu espaço. Faço a minha parte. Sou bastante egoísta e, quem não faz a sua parte, que fique como está!

    Responder
  • 4. alemòn  |  setembro 27, 2007 às 2:00 pm

    …sinceramente acho q só um COUP D’ETAT daria alguma esperança de jeito nisso aqui. Não acredito mais em democracia, vejo que uma DITADURA DO BOM SENSO seria o adequado pr’esse BANANÃO.

    Se moralmente é esse lixo, ambientalmente nem se fala. Esse país pertence aos especuladores que CAGAM MOLE pro povo. Toda estrutura política está sodomizada

    Em pouco tempo O GRANDE SATÃ(u.s.a) nos tomará a Amazônia com apenas algumas manobras políticas. Em 2022, ou até antes.

    É por isso que no meu perfil do orkut pus “autoritário ao extremo”. Isso que dá pôr o poder de decisão num povo sem educação, vagabundo e trapaceiro. Eu falo da maioria.

    Aí me chamam de facista. Não há explicação pro meu voto ou o seu valer o mesmo que o de um analfabeto esfomeado. Por isso que “fazer sua parte” não funciona. Estamos presos, se quisermos ser livres só indo PRO MATO.

    Responder
  • 5. RAFAEL  |  junho 28, 2008 às 3:28 pm

    RODRIGO SEU PROGRAMA E MUITO LEGAL
    E UTIL PARA MUITOS BRASILEIROS
    CONTINUE COM UM PROGRAMA BOM
    E DIVERTIDO QUE VOCE ESTA
    FAZENDO

    VALEU

    Responder
  • 6. João dos Santos Filho  |  novembro 22, 2009 às 11:37 am

    EMBRATUR ESTARIA TENTANDO UMA JOGADA DE MARKETING?

    João dos Santos Filho

    Como cientista social e turismólogo que milita academicamente com o fenômeno do turismo e hospitalidade a mais de vinte anos, não poderia esquecer as belíssimas aulas sobre a “história das ideologias”, do saudoso sociólogo e amigo Fernando Perrone na admirável ECA – Escola de Comunicações e Artes da USP. No começo da década de 80 em pleno embate entre as forças democráticas que estavam consolidando-se, e as forças dos porões da ditadura militar que persistiam em permanecer dominando.
    Na verdade foi um período histórico em que a ECA sofreu, mas soube resistir e Perrone foi um desses professores, que por meio de prontidão em favor da democracia sabia dar as aulas dentro de um cunho crítico e esclarecedor para o entendimento da realidade social brasileira.
    Foi pensando neste fato que fomos obrigados a refletir sobre a pesquisa “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil” encomendada pela EMBRATUR ao Instituto Zaytec. Que segundo um dos resultados quantificados é extremamente impactante para a lógica do turismo nacional, pois com uma amostragem de apenas 2.405 entrevistas realizadas em turistas que vieram ao Brasil, deu que 45% dos entrevistados afirmam que o “melhor do país é o povo brasileiro”.
    Parece que esse dado se constitui em um fato novo nas pesquisas deste campo,
    merecendo cuidados especiais no que se refere; a delimitação do problema de pesquisa; a construção de hipóteses; a variáveis delimitadas, conceitos e tipologia. Pois a interpretação e a tabulação devem estar aliadas aos cuidados de rigor científico, que não pode ser confundido como meras pesquisas de opinião, que quase sempre são traduzidas pela rapidez das respostas de densidade emocional, provocadas pela intervenção de entrevistador mal treinado.
    Como não temos acesso a essa pesquisa, somos obrigados a levantar essas questões e recordarmos do livro “A Mistificação das Massas pela Propaganda Política” do russo Serge Tchakhotine, traduzido por Miguel Arraes em 1967. Que discute com profundidade o poder das palavras trabalhado dentro do processo ideológico, que pode criar verdades imaginárias que acabam guiando a racionalidade humana. Além da existência de pesquisas realizadas na Universidade de Coimbra, sobre a imigração brasileira em Portugal constatou que os portugueses vêem a mulher brasileira relacionada ao sexo e a dos homens à falta de compromisso e à malandragem.
    A EMBRATUR deveria fazer também uma pesquisa junto aos funcionários das operadoras brasileiras de turismo para verificar como as operadoras de turismo estrangeiras classificam e vendem os roteiros de praias da maioria do nordeste brasileiro, ou ainda verificar por que a maioria dos vôos charter se compõe de homens , que quando desembarcam no Brasil não possuem reserva em hotéis.
    Por esses motivos de ordem metodológica e de mera observação do cotidiano do turismo no Brasil, questionamos os resultados da pesquisa “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil” e indagamos, não seria mais uma das muitas jogadas de marketing da EMBRATUR.

    Responder
  • 7. João dos Santos Filho  |  dezembro 25, 2009 às 7:12 am

    MELHOR DO PAÍS É O POVO BRASILEIRO: VOCÊ ACREDITA NA EMBRATUR?

    João dos Santos Filho

    Desde o momento que tomei conhecimento do resultado da pesquisa encomendada pela EMBRATUR ao Instituto Zaytec, intitulada o “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil”. Venho tentando saber mais do referido trabalho, qual foi o projeto elaborado, o problema destacado, a problemática delimitada, a construção e seleção de hipóteses, a metodologia utilizada, a construção de objetivos e a elaboração do questionário. Na verdade tenho buscado entender o tratamento científico dispensado aos dados coletados dessa pesquisa, pois há resultados extremamente inéditos e inesperados diante da percepção que o turista estrangeiro tem sobre o Brasil.
    Mas até o presente momento desconhecemos por completo a metodologia utilizada ou qualquer outra informação desse discutível trabalho. E se enganam aqueles que pensam que esta minha preocupação é mera implicância de alguém crítico a “Política Nacional de Turismo”. Nosso questionamento se deve a essência das pesquisas de opinião que podem até de forma involuntária levar a constatações equivocadas ou errôneas.
    O filósofo Pierre Bourdieu acredita que a pesquisa de opinião pública apresenta sérios limites, pois banaliza as sondagens e possui pouco rigor científico em sua execução, bem como, não podemos supor que a opinião esteja ao alcance de qualquer indivíduo e que todas têm a mesma opinião ou tenham de fato interesse sobre o assunto. Demonstra que as pesquisas desse tipo em turismo são questionáveis e passíveis de erros qualitativos em razão da hegemonia dos dados coletados.
    Devemos esclarecer que os resultados dessa pesquisa, afirma de que o “turista estrangeiro mais gosta é do povo brasileiro”. Essa conclusão carrega um conjunto de impressões subjetivas e atitudes políticas de cunho ideológico que quando explicitas em sua essencialidade pode revelar fortes preconceitos, tais como:
    1. Gosta do povo brasileiro por achá-lo exótico, e resultado da miscigenação com o europeu, africano e índio, acreditando de forma eurocentrista que a ascendência genética predominante destacada foi dada pelo “colonizador (explorador) europeu”;
    2. Imigrantes brasileiros que moram na Europa, sabem que a comunidade européia em sua maioria, com destaque para a Espanha e Inglaterra possui um enorme preconceito xenófobo para com os povos latino americano;
    3. Há agências que organizam os vôos charter oferecendo mais de um tipo de pacote para o turismo sexual. Os non-stop party, em que o turista desembarca sem nenhuma reserva de hospedagem, disposto a realizar sua fantasia sexual, pois para ele aqui tudo pode. Fica confinado em uma espécie de hotel de fachada, mas na verdade são casas de sexo especializadas em adolescentes;
    4. As mulheres são oferecidas aos turistas estrangeiros por taxistas quando desembarcam ou pelo próprio agente de viagem, barraqueiros e vendedores eventualmente funcionam como intermediários. Em geral, não recebem nada pela indicação, mas a menina vira uma espécie de “parceira” daquele que a indicou, ela vai recorrer sempre a esse taxista para as corridas maiores, ela vai fazer seu cliente consumir na barraca de praia. Constituem-se em um comércio silencioso e criminoso regado muitas vezes pela droga;
    5. Para burlar a fiscalização, muitos turistas acabam se hospedando em flats, casas de veraneio, bordéis ou alugam apartamentos, em que a entrada é menos fiscalizada e o suborno do porteiro é bem mais fácil;

    Esses motivos nós mostram uma percepção completamente diferente do turista estrangeiro para com o povo brasileiro, pelo menos aquela que já havíamos comentado em artigo escrito em 2000 “Carta ao excelentíssimo presidente da República” o qual passo a transcrevê-la em parte: http://www.revistaturismo.com/artigos/presidente.html
    Lembramos que a EMBRATUR serviu também aos interesses do Brasil ufanista na década de 70, divulgando a noção de um país de mulheres lindas, mulatas (de Sargentelli e Joãozinho 30) semi desnudas, sedutor (marketing que muito tempo serviu de produto de divulgação para a propaganda, via filmes, pôster e folders enviados para o exterior), ordeiro, pró-americano e anticomunista para o mundo (explicitado pelo apoio e a participação da EMBRATUR com seu escritório em New York, se justifica pela intensa demanda de participação em feiras e atividades culturais no território americano). O marketing usado pela empresa acabou timbrando uma imagem veiculada no exterior pela ideologia de “lugar de sexo fácil”, como descreve em sua excelente tese de mestrado a professora Rosana Bignami Viana de Sá, quando afirma:
    A imagem do paraíso não se reduz à idealização da selva primordial em seus aspectos de flora e fauna. Ela adquire um outro significado que a relaciona ao pecado original e o país acaba por ser conhecido como o lugar do sexo fácil e barato.
    Mesmo aos olhos do observador pouco atento, é óbvio a tentativa de atrair turistas ao Brasil através do uso de imagens de belas mulheres e com referências ao apelo sexual.

    Como também, a autora menciona o que se publica no exterior sobre o Brasil, no caso ela utiliza-se da reportagem de um jornalista italiano referente a um artigo chamado “Le mete eccitanti d’inverno” da revista Tutto turismo, em que relata os seguintes comentários do repórter:
    ” Para os jovens é fácil encontrar companhia, as mulheres brasileiras não se fazem de difícil, obviamente quando elas têm vontade. Porém, vale a pena lembrar que o Rio é a cidade onde se encontra o maior número de prostitutas e de homossexuais em todo continente americano.”
    A esse exemplo, poderíamos arrolar outros mais, pois a imagem que a mídia nacional fez no exterior sobre o Brasil deixou uma marca no campo da sedução, em que belas praias, mulheres e o exótico devem ser repensadas, principalmente pela EMBRATUR, que apesar de ter amenizado essa situação, tornando-se mais cuidadosa com seu material de propaganda promocional enviado ao exterior, o problema hoje adquiriu dimensões alarmantes.
    O fluxo de turistas estrangeiros que chegam ao país em busca do turismo sexual com adultos e crianças é imenso. O equacionamento desta questão passa pela existência de um trabalho policial preventivo nos aeroportos, rede hoteleira e taxistas. Acompanhado de um grande programa educacional em que a EMBRATUR deveria em conjunto com as operadoras nacionais e estrangeiras mostrar as complicações jurídico-legais ao turista e a empresa.

    Não podemos negar que o Brasil esta sendo conhecido no exterior como uma potencia emergente, a economia estável, a descoberta agora anunciada do Pré-sal, um crescimento pós-crise superior a muitas outras nações, adquirindo respeito no trato do meio ambiente e uso de combustível renovável, se constituí em uma liderança política e econômica junto aos países de todos os continentes.
    Obviamente que possuímos ainda profundas mazelas oriundas das desigualdades profundas, bem como, criadores de uma Política Nacional de Turismo elitista voltada para o turista estrangeiro, que há décadas alimentou a venda do turismo brasileiro acoplada à imagem da mulher brasileira.
    O Brasil necessita mudar e tem mudado, mas duvido, que essa pecha tenha deixado de existir, por isso, enquanto não tivermos acesso à pesquisa em questão, seremos um crítico a essas pesquisas mágicas.

    Responder
  • 8. Ruana  |  setembro 25, 2012 às 11:42 am

    Olá He estado en Brasil y seres que viven allí si pudiera, el encanto de Brasil está a padres Felicitaciones brasileños

    Responder

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