Pequenos vícios

Novembro 14, 2007

Todos sustentamos pequenos vícios para viver mais facilmente. O futebol de quarta-feira é um vício, encontrar o namorado é um vício, a novelinha de todos os dias é um vício. Fumar é um vício. Beber é um vício. Cheirar cocaína é um vício. Matar, também pode ser.

Alexander Pichushkin, o “maníaco do parque” russo, também conhecido como “assassino do tabuleiro de xadrez”, era um funcionário de supermercado regular. Como todos nós, também precisava de pequenos prazeres para tornar sua vida mais fácil, como beber uma vodca, por exemplo.

Em um belo dia, durante uma conversa com seu amigo, surgiu um assunto peculiar, talvez entre um cigarro e outro, uma vodca e outra: matar. Como seria matar alguém? Qual seria a sensação? Vamos ver como é? O amigo negou. Não havia saída. Para matar a curiosidade, Alexander matou o amigo. Foi uma sensação única, “como o primeiro amor, inesquecível” disse o russo. Desde então, foram mais de 50 mortes, todas intensamente prazerosas.

Pichushkin provou, assim, que os vícios realmente têm o poder de destruir vidas.

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Para ler mais sobre o assassino do xadrez, clique aqui.

Seguinte: saiu uma resenha minha sobre o festival Planeta Terra no site Rock de Índio. Vai lá dar uma conferida no material ;)

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7 Comments Add your own

  • 1. Régis Marques  |  Novembro 15, 2007 at 8:08 pm

    Alguns matam só para matar o tempo…. (ahahahaha, não resisti à piadinha péssima!

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  • 2. paulovilmar  |  Novembro 17, 2007 at 9:48 am

    Carol!
    É assustador este caso, porque o cara era bastante “normal” e temos em mente que um serial Killer é sempre uma pessoa estranha. O fio que separa os normais de atrocidades como as praticadas por Alexander é tênue. Quem é normal? O que é ser normal?
    Beijos…

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  • 3. Régis Marques  |  Novembro 19, 2007 at 9:03 am

    Aliás, tenho a impressão que os maníacos são aqueles que mais se esforçam para passar uma normalidade…
    Até porque, deve ser difícil vitimar alguém se o sujeito ficar por aí fazendo todo tipo de maluquices…
    Psicopata malandro é o educadinho, tímido, afável. Esse, sim, tem a manha!

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  • 4. Sujeito Oculto  |  Novembro 23, 2007 at 6:10 pm

    Acho que é por isso que nunca matei ou cheirei cocaína. Matar deve ser ainda melhor.

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  • 5. Tilty  |  Dezembro 12, 2007 at 8:35 am

    bizzarice pouca é bobagem

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  • 6. Jose  |  Dezembro 18, 2007 at 4:48 pm

    Parou por quê?

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  • 7. Rafael Calheiros  |  Janeiro 9, 2008 at 6:28 am

    O ser humano é livre? O que é ser livre? o que é ser normal? Bem, a sociedade molda o que é certo e o que é errado. Uns se adequam, outros não. O que é a liberdade? Talvez um paradoxo. Ser livre é ser escravo. O ser humano é escravo da liberdade. E vive e luta por ela. Que liberdade? Fazer o que se quer? Andar por aí? Falar, pensar, dizer, escrever… o que quiser? Amar quem quiser? Dançar, cantar, pintar quando e como quiser? É apenas uma forma de se ver. Se você quer ser livre, você quer ser escravo das coisas que gosta de fazer. Logo, escravo dos seus vícios. E alguns vícios que não são comum na nossa sociedade (citando o seu texto, matar – por exemplo), são considerados perniciosos. Vis. Distúrbios da mente. Hediondos.

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